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Mensagem de Dom Airton por ocasião da Quaresma e da Campanha da Fraternidade 2023

Na última quarta-feira, 22 de fevereiro, iniciou-se o período Quaresmal e a abertura da campanha da fraternidade. Á ocasião, o Arcebispo Metropolitano, Dom Airton José dos Santos, enviou a todos os diocesanos, clérigos, religiosos e religiosas, consagrados e consagradas da Arquidiocese de Mariana uma mensagem, enfatizando que, durante a Quaresma, somos chamados a conversão.




Leia a mensagem na íntegra:

Mensagem de Dom Airton José dos Santos

Arcebispo Metropolitano de Mariana

Por ocasião da Quaresma e da Campanha da Fraternidade – 2023

Aos Revmos. Srs. Párocos e Administradores paroquiais;

Aos Estimados fiéis leigos que exercem serviços em nossas Paróquias com suas Comunidades, nas Pastorais, Associações e Organismos;

Aos Religiosos e todos os Consagrados das Comunidades Femininas e Masculinas;

Ao Amado povo de Deus, espalhado pelos setenta e nove municípios de nossa Arquidiocese de Mariana,

saudação, paz e benção, no Senhor!

Chegamos, mais uma vez, ao início da Quaresma. Tempo em que somos chamados pelo Senhor, a trilhar o caminho da verdadeira e sincera conversão. Em sua mensagem ao povo brasileiro, por ocasião da Campanha da Fraternidade – 2023, o Santo Padre, o Papa Francisco nos exorta para a mudança de vida que nos faz seguir o único e verdadeiro Caminho para o Pai: Jesus Cristo, Nosso Senhor, Caminho, Verdade e Vida, que nos conduz, para termos vida eterna (cf. Jo 3,16).

Assim, queridos irmãos, caminharemos, neste tempo da Quaresma, buscando na oração, na esmola e no jejum, viver intensamente as práticas penitenciais que nos ajudam a colaborar com a Ação do Espírito Santo, autor de nossa santificação.

Neste ano, a Igreja no Brasil, através da Campanha da Fraternidade, quer nos ajudar a vivenciar melhor uma das obras de misericórdia materiais, a saber: “dar de comer a quem tem fome”. Neste sentido, no caminho quaresmal, somos chamados à solidariedade com os que pouco ou nada tem para garantir o mínimo de segurança quanto à sua alimentação. Praticando esta obra de misericórdia, atenderemos ao que o Senhor Jesus Cristo nos pede no Evangelho: “Dai-lhes, vós mesmos de comer” (Mt 14,16).

Voltar nosso olhar e nosso coração para os mais necessitados é reconhecer que, ainda hoje, milhões de pessoas sofrem e morrem de fome. É também reconhecer, por outro lado, que toneladas de alimentos são descartados. Esta lógica é perversa: “pessoas passando fome e toneladas de alimentos sendo jogados fora” sendo que a alimentação é um direito inalienável (Mensagem ao povo brasileiro por ocasião da Campanha da Fraternidade – 2023, Papa Francisco).

Estimados diocesanos! Todo o bem que podemos fazer, todo gesto de solidariedade, de carinho e respeito pelas pessoas que mais sofrem, tudo o que procuramos fazer aos pequenos e pobres, fazemos a Jesus Cristo, presente neles. Cumprimos o mandamento que o Senhor nos deixou: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22,37b-40). Lembremos o que nos diz o Papa Francisco em sua mensagem para a Campanha da Fraternidade: “A indicação dada por Jesus aos seus apóstolos “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14, 16) é dirigida hoje a todos nós, seus discípulos, para que partilhemos – do muito ou do pouco que temos – com os nossos irmãos que nem sequer tem com que saciar a própria fome”. Fazendo assim, … estaremos saciando o próprio Senhor Jesus, que se identifica com os mais pobres e famintos: “eu estava com fome, e me destes de comer… todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25, 35.40).

Todos sabemos do grande esforço que nossas Paróquias fazem para atender as necessidades dos mais pobres, preparando cestas básicas; promovendo e incentivando campanhas de todo o tipo (alimentos, agasalhos, medicamentos e outros…) em benefício dos que mais necessitam. Sabemos também do trabalho incansável das nossas associações de fiéis, movimentos e organismos, em todos os cantos da Arquidiocese, que procuram minimizar e solidarizar-se com os pequenos. Além disso, temos consciência e conhecimento de tantos fiéis que, nas pastorais sociais, esforçam-se para estar ao lado dos que são injustiçados e colocados à margem da sociedade. Trabalham, sem descanso, para anunciar e testemunhar a justiça e o direito e colaborar na construção de um mundo de irmãos.

Neste ano o tema da fome nos inquieta, por isso, quero lembrar mais um trecho da mensagem do Santo Padre para a Campanha da Fraternidade: “…o tema da fome…leve não somente a ações concretas – sem dúvida, necessárias – que venham de modo emergencial em auxílio dos irmãos mais necessitados, mas também gere em todos a consciência de que a partilha dos dons que o Senhor nos concede em sua bondade não pode restringir-se a um momento, a uma campanha, a algumas ações pontuais, mas deve ser uma atitude constante de todos nós, que nos compromete com Cristo presente em todo aquele que passa fome.”.

Assim sendo, caros irmãos, anseio para que a tomada de consciência de cada um de nós, produza frutos duradouros, através de gestos concretos, em nossas Paróquias com suas Comunidades e em nossas organizações Diocesanas. Comecemos por conhecer os necessitados em nossas ações evangelizadoras, em todos os níveis; comecemos por valorizar o que já fazemos em prol dos que mais sofrem os reveses da vida; comecemos por amar a Deus, nosso Pai bondoso, em nossos irmãos que mais sofrem, pois enquanto aguardamos a vinda do Senhor Jesus Cristo, nós O contemplamos e O amamos nas pessoas que caminham conosco. Confiando na intercessão de Nossa Senhora da Assunção e de São José, nossos Padroeiros, desejo a todos um Tempo Quaresmal repleto das graças de Deus e envio a cada um, minha benção!

Mariana, 22 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas de 2023 Dom Airton José dos Santos Arcebispo Metropolitano de Mariana

Leia a reportagem completa e baixe o pdf da mensagem no site da Arquidiocese de Mariana.


Texto: Luísa

Fonte: Arquidiocese de Mariana


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